Temas: Economia na Europa com eleições de França e Grécia
“O grande recado da eleição da Grécia é que a população não aceita mais as políticas do FMI e da União Européia. Houve uma flagorosa derrota destes dois partidos que se alternavam no poder há decadas na Grécia e que tinha muito mais do que a maioria simples no Congresso. Agora vão ter uma frágil composição no Congresso, que pouco passa da metade dos parlamentares, ou seja, 150 dos 300, o que coloca agora seriamente ameaçada a continuidade desta politica neoliberal e nefasta que a Grécia tem aplicado e que a população vem corajosamente brigando nas ruas durante todos estes meses. Os movimentos sociais na Grécia souberam muito bem lutar contra isso.
Na França temos uma situação mais nebulosa. Apesar de o vencedor ser de partido socialista, a coisa não está tão clara, pois há uma extrema direita fortíssima lá. O que tiramos destas eleições é uma grande derrota das políticas neoliberais e do FMI.
REFORMULAÇÃO DAS CADERNETAS DE POUPANÇA:
“O argumento do Governo de que a taxa de juros estaria caindo e que os cientistas da Divida Pública poderiam ficar descontentes com os rendimentos que estão tendo na Divida e passariam a aplicar na poupança,tem duas questões: priimeiro, o proprio governo reconhece a situação grave de endividamento que está vivendo, ou seja, está endividado até o pescoço que precisa cobrar juros mais altos e ele mesmo confessa que os cientistas têm o privilégio neste sentido.
Em segundo lugar, todo este discurso de que a taxa de juros está caindo e de que a Selic pode baixar de nove para o oito, tudo isso desconsidera um fator importante que vem ocorrendo recentemente na Divida Pública que podemos ver pelos dados de março , os últimos dados do Tesouro Nacional. Em março, dos 29 bilhões dos títulos da Dívida interna emitidos pelo Tesouro, apenas 1,8 bilhões foram indexados à Taxa Selic.
Ouça a entrevista completa:



mai 12th, 2011 by Carlos Nepomuceno Uma das coisas mais itmrotanpes que devem ser ensinadas nos estabelecimentos educacionais de uma democracia e9 o poder de pesar os argumentos, preparando-se o espedrito dos alunos a fim de que esses aceitem o ponto de vista que lhes paree7a mais razoe1vel –a0Bertrand Russel – da colee7e3o;